O Nordeste tem o privilégio de ser o berço de uma arte que é pura poesia e identidade! No nosso podcast, a gente não podia deixar de celebrar o Movimento Armorial, essa explosão de cultura que completa 50 anos desde o seu lançamento oficial em 18 de outubro de 1970!

Idealizado pelo nosso mestre paraibano Ariano Suassuna (1927-2014) – que era escritor, dramaturgo e um visionário – o Armorial não é só um movimento: é um grito de amor e valorização das nossas raízes mais profundas!

O que é o Armorial? Arte Erudita com Sabor Popular!

Em plena década de 70, Ariano Suassuna viu que a cultura brasileira precisava de um resgate. Com sua visão genial, que se iniciou na UFPE, ele propôs uma arte erudita que brotasse da seiva da nossa cultura popular, lutando contra a descaracterização cultural!

A ideia central era criar uma identidade brasileira autêntica, valorizando a riqueza do sertão nordestino, as influências ibéricas e o nosso povo. O Movimento Armorial foi um verdadeiro caldeirão cultural, manifestando-se em todas as áreas, como música, pintura, teatro, poesia, cinema e arquitetura!

O Cordel e a Música Armorial!

A Literatura de Cordel, com sua linguagem simples e ilustrada pela xilogravura, foi fundamental, expressando a cultura popular de forma acessível.

Já na música, a pesquisa foi intensa! Os artistas do movimento estudaram os sons do povo, associando-os a instrumentos eruditos, mas sempre valorizando aqueles com correspondência na arte nordestina, como a rabeca e a viola, numa fusão de melodias barrocas com o romanceiro popular.

Os Pilares Deste Legado Imortal!

O Movimento Armorial é um legado importantíssimo, que prova que a arte erudita pode ser universal sem jamais perder suas raízes populares. E essa revolução só foi possível graças a artistas brilhantes que uniram suas visões:

Ariano Suassuna (1927-2014): O mestre paraibano, idealizador e motor deste movimento que uniu o erudito ao popular.

Francisco Brennand (1927): Artista plástico e ceramista pernambucano, cuja obra é carregada da simbologia e da força do Nordeste.

Gilvan Samico (1928-2013): O gravurista, desenhista e pintor pernambucano que elevou a arte da xilogravura a um patamar erudito.

Raimundo Carrero (1947): Jornalista e escritor pernambucano, que também contribuiu imensamente para a consolidação literária do Armorial.
Comentando Paraíba por Edson Silva

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